
Um dia depois do outro. É assim que tento levar a vida, entretanto me atropelo e acabo levando todos os disa de uma vez só. Não consigo me enxergar no meio deste turbilhão de ações e demências. O que poderíamos fazer para colocar uma âncora no mundo? Um freio que seja, para podermos navegar mais calmos, com objetivos definidos e propensos ao sucesso da calmaria. Nada é definido, nada é certo, nada é nadar no rio frio e não ter toalha que lhe seque. Pensava de bobeira no ônibus, sem er muito pra onde fugir com as idéias. Adormeci colando a cabeça no vidro da janela do ônibus em movimento, sentia meu crânio quicando e trincando no vidro. De repente senti um mão no meu ombro. Um policial me acordava e pedia para eu me levantar. Começou a me revistar, vasculhou toda minha mochila em busca de alguma merda que me encriminasse, por sorte eu havia deixado minha maconha em casa. Havia quatro policiais circulando pelo transporte público revistando e vasculhando todos os trabalhadors ali prsente. Muitos ali com cara de cu. Não entendiam porra nenhuma, parecia que haviam acabado de acordar como eu, msa na verdade ninguém acordou, estamos todos dormindo com a cabeça colada no vidro; um sono ruim, o corpo não relaxa e o som da cabeça trincando no vidro se confunde com o barulho do motor. Enquanto o policial revisava outro malandro no banco da frente, minhsa mãos começaram a suar e tremelicar. Minha fisionomia mudou repentinamente. O frio secou os meus lábios, pulei no coldre do filha da puta e saquei sua arma; uma 9mm com um puta coice. Atirei no filha da puta na minha frente. Osangue espirrou no meu rosto e jorrou nos outros passageiros. Senti uma bala transpassando minha coluna e estrpando minha espinha. De repente senti um mão no meu ombro. Um policial me acordava e pedia para eu me levantar. Começou a me revistar, vasculhou toda minha mochila em busca de alguma merda que me encriminasse, por sorte eu havia deixado minha maconha em casa. Estava meio tonto, ainda. Não encontrando nada n oõnibus, nem um marginal que fosse, o transporte público seguiu seu caminho e eu reencostei minha cabeça no vidro e voltei a adormecer.
Lobato Dumond.
Um comentário:
genial...muito maneiro o texto...abç forte...
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