sábado, junho 02, 2007

A Luz De Todos Nós.


A palavra morre na boca do poeta, onde renasce na poesia de um recém nascido,
Indo embora em largos caixões ordenados em madeira de lei.
Cara,
mais cara que a própria vida,
Sem sentido na boca de estranhos que babam dementes em busca de sua sanidade.
Somos a formiga do futuro e a luz do passado.
Avarentos orando e pedindo sem nunca se cansar.
Criaturas feitas pelas drogas que a sustentam.
Somos sensíveis,
Tão sensíveis que nos tornamos a própria frieza de ser;
E do ser.
Eternos miseráveis,
Equivalente à transformação da língua e do modo de vida.
E a voz que tumba no peito,
Não se cala na língua profana.
Junto as chupadas vorazes escorando a besta,
Que tudo toca, tudo come.
Mutilados
Meus braços quentes lhe recebem abertos e suados de prazer.
Efêmeros e profundos,
Fortes para segurar os momentos mais secos.
Somos a essências do artista que se perde ante a loucura,
E nem por isso deixa de ser belo.
A música contínua em ecos surdos
Mostrando que a carne é a moradia divina,
Assim como,
A razão sustenta todo maluco,
O maluco há de sustentar a sua própria razão.
Sempre sendo aquilo que ele quiser se tornar;
Onde, aonde e quando quiser.
O tempo é só a sua própria ciência.
Não somos mais do que nós somos,
De nós mesmos.
Mas somos muito mais do que nossos ínfimos limites.
Nos tornamos a luz que tudo ilumina,
E conseqüentemente,
Tudo apaga com seu brilho,
Tornando-se o particular de uma lágrima de felicidade.
A vida não tem limites.
Nem a morte traz seu fim,
Apenas um novo recomeço...........Lobato Dumond.

Um comentário:

Anônimo disse...

Comentário, por que e para que?
Não existem palavras para responder ou dizer daquilo ou do que vai de mais nobre e de louco em cada um de nós. Somos pequenos anjos na forma Humana. Habitamos na Luz de um dicernimento ou não. Na busca de encontrarmos nossas Essências ou não.